sábado, 10 de julho de 2010

Social Networking in Plain English

Atualmente, existem vários sites da Rede Social que operam mundialmente. Para você entender melhor qual é o conceito que move essas Redes Sociais, veja este vídeo que chama a atenção pelo conteúdo e também pela criatividade da produção, extremamente simples, porém com ótimo efeito de entendimento.

Mídias na Educação: convergência das mídias

Tarefa da Semana - 30 junho - 6 julho

O tema convergência tecnológica e convergência das mídias pode remeter a vários significados e seus produtores, como por exemplo o rádio, a televisão e situar toda a evolução tecnológica a partir disso. Também os celulares, os palm topsPalm tops são computadores de mão (com processador, sistema operacional, memória, tela), bastante usados como agenda eletrônica. Além de entrada para cabo USB, que permite ao usuário receber ou enviar dados e informações a outro computador, os mais modernos possuem tecnologias de conexão, GPS (instrumento de navegação por satélite) e funções multimídia, como MP3 e câmera digital. e tantos outros dispositivos derivados das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) pertencem ao que denominamos novas tecnologias. e tantos outros dispositivos derivados das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) pertencem ao que denominamos novas tecnologias.

A convergência das mídias, com a integração da computação com as telecomunicações, a captura e difusão de informações e a Internet possibilitam a adaptação dos meios de comunicação à nova mídia digital; elaboração de leis que reduzam as barreiras que limitam o uso de novas tecnologias pelas empresas de mídias; surgimento de novos produtos e novos modelos de negócios; surgimento de empresas de comunicação de pequeno porte, com conteúdos mais alternativos, criativos e inovadores; surgimento de uma nova forma de pensar e de estar no mundo, ou seja, de uma nova lógica de raciocínio, caracterizada pelo desenvolvimento simultâneo de diferentes habilidades e da capacidade de múltipla atenção nos indivíduos; dissolução dos limites de tempo e espaço, permitindo o acesso a conteúdos e informações a qualquer hora e em qualquer lugar; construção coletiva e rápida disseminação e compartilhamento do conhecimento e da informação, potencializando o poder comunicacional; criação de novas atividades profissionais e de novos empregos; favorecimento de acesso rápido e seguro a bens e serviços, à informação, à educação, à saúde e à justiça, entre outros direitos do cidadão; surgimento do conceito de jornalismo colaborativo, tirando os leitores da posição de meros consumidores passivos para transformá-los em fornecedores e coprodutores de notícias; desenvolvimento de relações de interatividade entre produtores e receptores de informações e de programações.

Não podemos nos esquecer ainda do papel da convergência das mídias na educação que, inserida nessa nova ordem, já não pode mais ser pensada como antes.

Embora ainda estejamos longe do modelo ideal de interatividade participativa e crítica, o avanço das tecnologias e a convergência das mídias não só favorecem a superação do conceito de comunicação e educação unilateral e centrada, respectivamente, no emissor, mas também a modificação dos agentes dos processos comunicacional e educacional, propiciando que alunos e professores se tornem produtores ou coprodutores de informações e autores de narrativas que representam seus conhecimentos sobre determinado tema ou problema.

Neste tópico, tratamos da conceituação da convergência das mídias e estabelecemos algumas relações importantes entre o desenvolvimento tecnológico e a vida cotidiana nesse mundo digital. Destacamos a capacidade convergente dos dispositivos digitais e a integração das mídias como um modo dinâmico de atuar frente ao conhecimento, à informação e à comunicação.
A convergência das mídias, emergem a autoria e conteúdos mais criativos, pois de fato, estar em convergência diante das inúmeras funcionalidades possíveis à Internet e aos serviços disponibilizados na web provoca a escrita singular e estimula um ato de escrever em integração com diferentes linguagens, as quais expressam o próprio pensamento e a oportunidade de comunicá-lo aos outros. O leitor de um hipertexto encontra-se diante de um leque de possibilidades informativas, que impulsionam um movimento de interligar informações, navegar e criar novas sequências e rotas singulares interativas, fazendo do leitor-navegante coautor da criação do hipertexto, constituindo-se como leitor imersivo (SANTAELLA, 2004).
A crescente convergência das mídias permite a participação ativa de crianças e jovens como produtores culturais. Para diminuir a distância entre a escola e o cotidiano, é importante partir do conhecimento de mundo dos alunos e do qual faz parte a linguagem das mídias, sua crescente convergência e as possibilidades de protagonismo que oferece.

Grupo: Carla Thomé; Claudia Mendes; Luciana Mazioli; Neila S. Brandão

O que são as Redes Sociais na internet?

Tarefa da semana - 30 junho - 6 julho

As redes sociais na internet tem como objetivo buscar conectar pessoas e proporcionar a comunicação e, portanto, utilizar laços sociais.
Essas redes são as que facilitam a comunicação entre os membros locais, proporcionando meios diferentes e interessantes de interação.
Atualmente, existem vários sites das redes sociais que operam mundialmente. Os sites de redes sociais geralmente funcionam tendo como base os perfis de usuário- uma coleção de fatos sobre o que o usuário gosta, não gosta, seus interesses, hobbies, escolaridade, profissão ou qualquer outra coisa que ele queira compartilhar.
Contatos são contatos estejam eles online ou no mundo real. A velha frase “não é o que você sabe, mas quem você conhece” é verdadeira –quanto mais pessoas você conhecer, melhor. Talvez aquele seu velho amigo do ginásio esteja começando um novo negócio e precisando da sua expertise. Definitivamente conhecimento é poder.

Grupo: Carla Thome / Claudia Mendes / Luciana Mazioli / Neila S. Brandão

Ciberespaço e as possibilidades de novos espaços sociais

Ciberespaço e as possibilidades de novos espaços sociais

Esse fenômeno se deve ao fato de, nos meios de comunicação modernos, haver a possibilidade de pessoas e equipamentos trocarem informações das mais variadas formas sem preocupações.

É importante se fazer uma diferenciação entre Ciberespaço e Internet. A Internet é a infra-estrutura técnica composta de cabos, fios, redes, computadores, etc., e o ciberespaço é a forma de utilizar a infra-estrutura existente.

Como o termo surgiu?
O termo surgiu com o autor de ficção científica, Willian Gibson, em 1984, no livro "Neuromancer". Foi utilizado para designar um ambiente artificial onde dados e relações sociais trafegam indiscriminadamente. Para Gibson, ciberespaço é um espaço não físico no qual uma alucinação consensual pode ser experimentada diariamente pelos usuários.

Para Levy, o ciberespaço é definido como o espaço de comunicação formado pela interconexão mundial dos computadores e das suas memórias. Constituem um espaço virtual de trocas simbólicas entre pessoas. Pode ser entendido como o espaço de troca de informação na cultura contemporânea.

Como pode ser compreendido?
Atualmente o ciberespaço pode ser compreendido a partir de duas perspectivas: a) como a rede, ou seja, como a via expressa de informação através da conexão de computadores em rede; b) como realidad virtual.

No ciberespaço experimentamos inúmeras possibilidades do mundo real.

É um novo espaço de sociabilidade - gera novas formas de relações sociais, com códigos e estruturas próprias.

Implicações na dinâmica da vida social
No ciberespaço o espaço de fluxo realiza um processo de desmaterialização das relações sociais. Isso implica na reconfiguração do conceito de tempo e espaço, visto que, a materialidade social só existe no tempo e no espaço. Em outras épocas, espaço e lugar coincidiam em geral e a vida social realizava-se em interações presentes, face-a-face. O ciberespaço rompe com esse conceito. O tempo é marcado pela presentificação, ou seja, pela interatividade on line.

Outra mudança está associada, em termos geográficos, as fronteiras diluídas mas também novos espaços de sociabilidade promovidos, novos territórios, novas identidades e práticas sociais.




O ciberespaço promove LUGARES e NÃO-LUGARES

•NÃO-LUGARES
-Podem ser definidos como espaços onde não se permanece, mas se estabelece um percurso para se chegar a um destino (browsers e motores de pesquisa) – meios de transporte, aeroportos, etc.
-O endereço do e-mail não corresponde a um local determinado, mas sim a uma chave eletrônica de acesso a alguma caixa de mensagem, localizada em algum computador, em algum ponto da rede.


•LUGARES
-Definem-se no sentido antropológico, em que existe espaço para a relação interpessoal e para a organização social.

Outras mudanças estão associadas novas formas de sociabilidade que é marcada pelo anonimato.

O ciberespaço faz emergir uma sociabilidade que se contrapõe a uma sociabilidade do mundo real.

Além do anonimato busca-se também o desejo de não estar só.
Mary Jane AlvesTavares

O que é Filosofia?

As pessoas tem hobbies diferentes. Colecionam moedas, selos, fazem trabalhos manuais, algumas dedicam seu tempo livre a esportes ou simplesmente se postam diante da televisão...

Há também os que gostam de ler. Mas há também tipos diferentes de leitura: jornais, gibis, romances, livros sobre temas diversos... astronomia... animais... tecnologia... cavalos... pedras preciosas...

Mas será algum assunto que interessa a todos?

Qual a coisa mais importante da sua vida? Se fizermos essa pergunta a uma pessoa de um país assolado pela fome, a resposta será a comida...A quem está morrendo de frio, será o calor...A que está sozinho e isolado, será companhia...

Mas se satisfeitas todas as necessidades, será que resta alguma coisa de que todo mundo precise?

Os filósofos acham que sim...O ser humano não vive apenas de pão. É claro que todo mundo precisa comer...Precisa de amor...de cuidados...

Mas de que todos precisamos, é descobrir quem somos e por que vivemos...

E esse não é um interesse casual, como o de colecionar selos...

Este problema vem sendo discutido pelo homem praticamente desde que passamos a habitar este planeta...saber...como surgiu o universo...a terra...a vida...

A palavra filosofia é grega. É composta de duas outras palavras: philo e sofhia.

Philo deriva de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais.
Sofhia quer dizer sabedoria, amor e respeito pelo saber, desejo de saber.

Assim filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, que deseja o conhecimento, o estima, procura e respeita.
Neila Santos Brandão

Em torno do termo comunidade social

Em torno do termo comunidade social

Em meio a todo esse alvoroço no ciberespaço, um termo tão consolidado como o de "comunidade" vem sendo discutido e mesmo questionado por alguns teóricos. Alguns reclamam sua falência, com um certo tom nostálgico, lamentando seu desgaste e perda de sentido no mundo atual. Outros apontam para os focos de resistência que comprovariam sua pertinência, mesmo em meio a nossa sociedade capitalista individualizante. Mas há os que acreditam, simplesmente, que o conceito mudou de sentido.
Num livro publicado em 2003, intitulado "Comunidade: a busca por segurança no mundo atual", Zygmunt Bauman, sociólogo reconhecido por seus trabalhos sobre o fenômeno da globalização, procura analisar o que estaria se passando atualmente com a noção de comunidade. É possível perceber uma série de conceitos em jogo no texto do autor: individualismo, liberdade, transitoriedade, cosmopolitismo dos "bem-sucedidos", comunidade estética, segurança. Bauman supõe que haja uma oposição entre liberdade e comunidade. Considerando-se que o termo "comunidade" implique uma "obrigação fraterna de partilhar as vantagens entre seus membros, independente do talento ou importância deles", indivíduos egoístas, que percebem o mundo pela ótica do mérito (os cosmopolitas), não teriam nada a "ganhar com a bem-tecida rede de obrigações comunitárias, e muito que perder se forem capturados por ela" (Baumann, 2003, p.59).
O texto defende a idéia de que, hoje, comunidade e liberdade são conceitos em conflito:
há um preço a pagar pelo privilégio de 'viver em comunidade'. O preço é pago em forma de liberdade, também chamada 'autonomia', 'direito à auto-afirmação' e à 'identidade'. Qualquer que seja a escolha, ganha-se alguma coisa e perde-se outra. Não ter comunidade significa não ter proteção; alcançar a comunidade, se isto ocorrer, poderá em breve significar perder a liberdade. (Baumann, 2003, p.10)
É interessante perceber que a aparente oposição entre liberdade e comunidade que encontramos em Bauman deve-se, de fato, ao sentido que ele atribui à noção de "comunidade":
tecida de compromissos de longo prazo, de direitos inalienáveis e obrigações inabaláveis (...) E os compromissos que tornariam ética a comunidade seriam do tipo do 'compartilhamento fraterno', reafirmando o direito de todos a um seguro comunitário contra os erros e desventuras que são os riscos inseparáveis da vida individual. (Baumann, 2003, p.57)
Como é possível notar, para o autor a vida individual está envolta em riscos, e querer viver em liberdade deve significar viver sem segurança. Já a comunidade, o lugar da segurança, remete-nos ao sentido mais tradicional que conhecemos, em que os laços por proximidade local, parentesco, solidariedade de vizinhanças seriam a base dos relacionamentos consistentes.
Barry Wellman & Stephen Berkowitz (1988) fazem uma análise bem mais complexa do conceito de comunidade, e que nos traz elementos para pensarmos diferentemente esse problema. Eles partem do princípio de que estamos associados em redes, mas por meio de comunidades pessoais. "Enquanto a maioria das pessoas sabe que elas próprias possuem laços comunitários abundantes e úteis", dizem,
elas com freqüência acreditam que muitas outras não os têm. Como evidência, invocam imagens comuns de massas de indivíduos se empurrando e se acotovelando no caminho em ruas abarrotadas, pessoas solitárias sentadas diante da televisão, hordas caminhando nas ruas em manifestações ou fileiras de empregados diante de suas máquinas ou computadores. (Wellman & Berkowitz, 1988, p.123)
Isto significa que cada um de nós possui uma visão clara da rede de relacionamentos à qual pertence, mas não é possível perceber facilmente a rede à qual os outros pertencem. Isso inclui não apenas aqueles que não conhecemos, mas também os que fazem parte de nossas relações. Pessoas que conhecemos e com quem temos laços fracos, como afirma Granovetter (1974), possuem muito provavelmente laços fortes com uma rede outra que desconhecemos.
Wellman & Berkowitz (1988, p.124) lembram que, até 1960,
muitos sociólogos compartilhavam essa crença popular no desaparecimento da "comunidade" em grandes cidades e gastaram uma grande quantidade de energia tentando explicar porque isso teria ocorrido. Muito dos seus esforços centraram-se no aparente cataclisma das mudanças associadas com a revolução industrial dos últimos dois séculos.
Essa revolução teria conduzido, por exemplo, às novas formas de exploração, à ausência de laços comunitários e à emergência de novas formas de patologia social, bem como à perda da identidade pessoal.
Wellman & Berkowitz (1988) afirmam que várias análises recentes sofrem de uma "síndrome pastoral", que compara nostalgicamente as comunidades contemporâneas com os supostos velhos bons tempos. É assim que sociólogos urbanos dizem que o tamanho, a densidade e heterogeneidade das cidades contemporâneas têm alimentado laços superficiais, transitórios, especializados e desconectados nas vizinhanças e ruas. Com isso, os laços de família extensos têm se esvaziado e deixado os indivíduos sozinhos com seus próprios recursos, além de poucos amigos, transitórios e incertos. Como conseqüência, indivíduos solitários sofrerão mais seriamente de doenças devido à ausência de suporte social de amigos e parentes. Mas os autores perguntam-se: essas coisas de fato se desfizeram? Será mesmo que os laços interpessoais são agora provavelmente em número menor, curtos em duração e especializados em conteúdo? As redes pessoais estariam se esgotando tanto assim que os poucos laços restantes serviriam apenas de base para relações desconectadas entre duas pessoas, no lugar de servirem como fundação para comunidades mais extensas e integradas?
Novas técnicas de coleta de dados mais sistemáticas, desenvolvidas desde os anos de 1950, mostraram que as comunidades contemporâneas não estavam tão mortas quanto se pensava. Por outro lado, e igualmente importante, pesquisadores começaram a demonstrar que as comunidades pré-industriais não eram tão solidárias quanto se acreditava. Analisando-se sociedades de países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, constata-se que muitas localidades não possuem comunidades de suporte, redes sociais ou laços de parentesco consistentes. Para Wellman & Berkowitz (1988), esses estudos mostram que
as relações dentro dessas sociedades pré-industriais são em geral hierárquicas, com laços de exploração especializados, com uma profunda divisão separando facções. Além disso, historiadores têm sistematicamente usado fontes demográficas e de arquivo para demonstrar que muitas comunidades pré-revolução industrial eram menos solidárias do que se pensava. (p.125)
Ou seja, se respeitarmos o conceito tradicional de comunidade, elas nem estariam completamente condenadas nas sociedades industriais, e tampouco seriam encontradas em abundância nas sociedades pré-industriais. O que os recentes analistas de redes apontam é para a necessidade de uma mudança no modo como se compreende o conceito de comunidade: novas formas de comunidade surgiram, o que tornou mais complexa nossa relação com as antigas formas. De fato, se focarmos diretamente os laços sociais e sistemas informais de troca de recursos, ao invés de focarmos as pessoas vivendo em vizinhanças e pequenas cidades, teremos uma imagem das relações interpessoais bem diferente daquela com a qual nos habituamos. Isso nos remete a uma transmutação do conceito de "comunidade" em "rede social". Se solidariedade, vizinhança e parentesco eram aspectos predominantes quando se procurava definir uma comunidade, hoje eles são apenas alguns dentre os muitos padrões possíveis das redes sociais. Atualmente, o que os analistas estruturais procuram avaliar são as formas nas quais padrões estruturais alternativos afetam o fluxo de recursos entre os membros de uma rede social. Estamos diante de novas formas de associação, imersos numa complexidade chamada rede social, com muitas dimensões, e que mobiliza o fluxo de recursos entre inúmeros indivíduos distribuídos segundo padrões variáveis. Mary Jane Alves Tavares