sábado, 10 de julho de 2010

Filosofia e Psicanálise Lacaniana


Tarefa da semana - 16 - 22 de Junho 2010

Com relação à questão do saber, podemos nos indagar o que quer dizer e o que está implicado nisso, quando se diz que se sabe algo. O que quer dizer saber algo? Sei que um determinado objeto, por exemplo, é uma cadeira, porque disponho, previamente, de um sinal, de um signo, de um significante que me permite nomear e re-identificar o objeto e, assim, trazê-lo para meu mundo. O nome permite, assim, re-identificar objetos. Mas o nome, em relação ao nome próprio e único do sujeito não permite a esse mesmo sujeito a re-identificação do objeto referente ao nome, posto que não há objeto exterior que possa ser objeto de operação de re-identificação.
O espaço do saber se constitui numa operação na qual o objeto re-aparece, via palavra, via signo, via significante, não é possível a produção de um saber sobre o modo próprio de existência de um sujeito portador de um nome próprio. Dessa forma, para o humano-ser, a linguagem re-constrói o diverso, o universo do conjunto das metonímias empírico-oftálmicas, numa fictícia unidade transcrita para uma ordem conceitual. Enquanto o olho humano olha para fora, para o mundo objetivo e empírico, a linguagem incorpora o fora para dentro de si mesmo do sujeito, re-construindo o sentido daquilo que é visto, produzindo e doando, assim, um sentido ao mundo. Assim, o sentido é construído em função da possibilidade de possessão da linguagem.
O homem possui a linguagem como possibilidade de produção dessa mediação em relação ao real, ao mesmo tempo em que, pela impossibilidade de produzir um saber sobre a amplitude dessa eficácia, que ele apenas detecta e compreende como funcional, parece-nos ser possível pensar que é a linguagem que efetivamente possui o homem “algo conduz o homem sem que ele saiba”.A partir dessa aporética posição, como compreender e, enfim, construir, um estatuto para a relação da linguagem com a filosofia e sua atividade discursiva de “escanear” e “digitalizar” o Real, para produzir dele uma edição definitiva?
Compreendendo que é o objetivo milenar e insone da filosofia produzir um saber definitivo, um saber de totalidade, um saber sobre a realidade, um saber sobre o ser. A existência da linguagem enquanto topos já metafórico, e a existência do humano a partir de estar ancorado na plataforma da linguagem, representariam e significariam que o humano constitui-se numa metáfora do significante. Essa compreensão retifica e amplia aquela perspectiva ingênua de que a linguagem surge da expressão de uma necessidade que se encontraria no interior do indivíduo, da qual a linguagem, enquanto momento exterior, seria a mostra dessa suposta necessidade interior. Se assim o fosse, estaríamos nos movendo num nível onde haveria uma correspondência biunívoca entre o signo utilizado pelo falante, a linguagem, e de outro lado, o referente, no caso, aquela suposta necessidade interna. Como exemplo disso, poderíamos supor que para alguém, acometido pela fome, signo e sinal fisiológico de um déficit protéico, por exemplo, a linguagem deveria expressar exatamente as gramas daquela necessidade protéica e fisiológica.
A psicanálise de Lacan descobre o caráter ontológico da existência da linguagem em relação ao anthropos, atribuindo à linguagem um topos metafórico, porém, condição de possibilidade do anthropos em sua própria condição e caracterização como humano. Para a teoria lacaniana é a linguagem que humaniza, e não o homem que é humano. O modo de existência e de insistência do humano constitui-se, a partir daí, numa insistência metafórica junto ao significante que, como metáfora, não diz a coisa mesma que o objeto a que se refere. A operação produzida pela eficácia da metáfora quer nos dizer que o humano foi transportado de um locus meramente biológico, desprovido de significado em si mesmo, para um topos metafórico, substituto deste, de cunho e estrutura referida à linguagem, onde o sujeito é suportado pelo símbolo e não mais pela carne e pela biologia.

Mídias na Educação: convergência das mídias

As discussões sobre a presença das tecnologias da informação e comunicação na educação estão sendo ampliadas a cada dia. A mídia enfoca aspectos legais, experiências, práticas pedagógicas entre outros temas ligados a esse assunto.
Atualmente estamos inseridos num mundo onde a tecnologia se faz cada vez mais presente, onde vem exigir do educador um posicionamento de participação efetiva nesse novo cenário de convergência midiática, como também terá que assumir uma postura reflexiva e investigadora de sua ação pedagógica, onde o grande desafio é fazer a integração das diferentes mídias ao currículo escolar através de trabalhos com projetos dentro duma abordagem interdisciplinar.
A convergência digital, como toda tecnologia, não é boa ou ruim, mas é uma ferramenta. O uso que se faz dessa tecnologia é o que determina suas características. Por ora, o que se pode constatar é que dispositivos que implementam a convergência digital estão cada vez mais presentes nos lares e na vida das pessoas. Que tipo de problemas essa nova tecnologia pode causar – tais como obesidade, excesso de trabalho, síndrome de pânico ou outras consequências –, ninguém ainda pode predizer.
No entanto, usando as palavras de Albert Einstein, “não podemos solucionar problemas usando o mesmo tipo de raciocínio que usamos quando os criamos”. A convergência digital é uma nova realidade, mas como a arte imita a vida, saberemos lidar com ela.
Carla Thomé, Cláudia Mendes, Luciana Moreira, Mary Jane e Neila Brandão.

Vídeo: http://il.youtube.com/watch?v=tLGlnvBAgvs

O que são as Redes Sociais na internet?

Redes Sociais na Internet são as páginas da web que facilitam a interação entre os membros em diversos locais. Elas existem para proporcionar meios diferentes e interessantes de interação, com o objetivo de conectar pessoas e proporcionar a comunicação e, portanto, utilizar laços sociais.
A Análise de Redes Sociais surgiu como uma técnica chave na sociologia moderna. Esta tem, também, vindo ser aplicada e desenvolvida no âmbito de disciplinas tão diversas como a antropologia, a biologia, os estudos de comunicação, a economia, a geografia, as ciências da informação ou a psicologia social.
A ideia de rede social começou a ser usada há cerca de um século atrás, para designar um conjunto complexo de relações entre membros de um sistema social a diferentes dimensões, desde a interpessoal à internacional. Em 1954, J. A. Barnes começou a usar o termo sistematicamente para mostrar os padrões dos laços, incorporando os conceitos tradicionalmente usados quer pela sociedade quer pelos cientistas sociais: grupos bem definidos (ex.: tribos, famílias) e categorias sociais (ex.: género, grupo étnico) e alguns acadêmicos que expandiram e difundiram o uso sistemático da Análise de Redes Sociais.
Redes Sociais na Internet são relações entre os indivíduos na comunicação mediada pelo computador. Esses sistemas conectam pessoas que possuem os mesmos interesses pessoais ou profissionais, facilitando a sua conexão e interatividade. É uma página em que se pode publicar um perfil público de si mesmo – com fotos e dados pessoais – e montar uma lista de amigos que também integram o mesmo site. Como em uma praça, um clube ou um bar, esse é o espaço no qual as pessoas trocam informações sobre as novidades cotidianas de sua vida, mostram as fotos dos filhos, comentam os vídeos caseiros uns dos outros, compartilham suas músicas preferidas e até descobrem novas oportunidades de trabalho. Tudo como as relações sociais devem ser, mas com uma grande diferença: a ausência quase total de contato pessoal.
Os sites de relacionamentos, como qualquer tecnologia, são neutros. São bons ou ruins dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu próprio favor. Os sites podem ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses comuns. Na internet, é fácil administrar uma enorme rede de contatos, com pessoas pouco conhecidas, porque estão todos ao alcance de um clique. A lista de amigos virtuais é uma espécie de agenda de telefones, com a vantagem de não ser necessário ligar para todos uma vez por ano para não ser esquecido. Basta manter o perfil atualizado e acrescentar à página comentários sobre, por exemplo, suas atividades cotidianas. Isso cria um efeito conhecido como "sensação de ambiente".
Grupo: Carla Thomé Guarçoni, Cláudia Mendes da Costa, Luciana Moreira Mazioli, Mary Jane Alves Tavares, Neila Santos Brandão

Social Networking in Plain English

Atualmente, existem vários sites da Rede Social que operam mundialmente. Para você entender melhor qual é o conceito que move essas Redes Sociais, veja este vídeo que chama a atenção pelo conteúdo e também pela criatividade da produção, extremamente simples, porém com ótimo efeito de entendimento.

Mídias na Educação: convergência das mídias

Tarefa da Semana - 30 junho - 6 julho

O tema convergência tecnológica e convergência das mídias pode remeter a vários significados e seus produtores, como por exemplo o rádio, a televisão e situar toda a evolução tecnológica a partir disso. Também os celulares, os palm topsPalm tops são computadores de mão (com processador, sistema operacional, memória, tela), bastante usados como agenda eletrônica. Além de entrada para cabo USB, que permite ao usuário receber ou enviar dados e informações a outro computador, os mais modernos possuem tecnologias de conexão, GPS (instrumento de navegação por satélite) e funções multimídia, como MP3 e câmera digital. e tantos outros dispositivos derivados das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) pertencem ao que denominamos novas tecnologias. e tantos outros dispositivos derivados das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) pertencem ao que denominamos novas tecnologias.

A convergência das mídias, com a integração da computação com as telecomunicações, a captura e difusão de informações e a Internet possibilitam a adaptação dos meios de comunicação à nova mídia digital; elaboração de leis que reduzam as barreiras que limitam o uso de novas tecnologias pelas empresas de mídias; surgimento de novos produtos e novos modelos de negócios; surgimento de empresas de comunicação de pequeno porte, com conteúdos mais alternativos, criativos e inovadores; surgimento de uma nova forma de pensar e de estar no mundo, ou seja, de uma nova lógica de raciocínio, caracterizada pelo desenvolvimento simultâneo de diferentes habilidades e da capacidade de múltipla atenção nos indivíduos; dissolução dos limites de tempo e espaço, permitindo o acesso a conteúdos e informações a qualquer hora e em qualquer lugar; construção coletiva e rápida disseminação e compartilhamento do conhecimento e da informação, potencializando o poder comunicacional; criação de novas atividades profissionais e de novos empregos; favorecimento de acesso rápido e seguro a bens e serviços, à informação, à educação, à saúde e à justiça, entre outros direitos do cidadão; surgimento do conceito de jornalismo colaborativo, tirando os leitores da posição de meros consumidores passivos para transformá-los em fornecedores e coprodutores de notícias; desenvolvimento de relações de interatividade entre produtores e receptores de informações e de programações.

Não podemos nos esquecer ainda do papel da convergência das mídias na educação que, inserida nessa nova ordem, já não pode mais ser pensada como antes.

Embora ainda estejamos longe do modelo ideal de interatividade participativa e crítica, o avanço das tecnologias e a convergência das mídias não só favorecem a superação do conceito de comunicação e educação unilateral e centrada, respectivamente, no emissor, mas também a modificação dos agentes dos processos comunicacional e educacional, propiciando que alunos e professores se tornem produtores ou coprodutores de informações e autores de narrativas que representam seus conhecimentos sobre determinado tema ou problema.

Neste tópico, tratamos da conceituação da convergência das mídias e estabelecemos algumas relações importantes entre o desenvolvimento tecnológico e a vida cotidiana nesse mundo digital. Destacamos a capacidade convergente dos dispositivos digitais e a integração das mídias como um modo dinâmico de atuar frente ao conhecimento, à informação e à comunicação.
A convergência das mídias, emergem a autoria e conteúdos mais criativos, pois de fato, estar em convergência diante das inúmeras funcionalidades possíveis à Internet e aos serviços disponibilizados na web provoca a escrita singular e estimula um ato de escrever em integração com diferentes linguagens, as quais expressam o próprio pensamento e a oportunidade de comunicá-lo aos outros. O leitor de um hipertexto encontra-se diante de um leque de possibilidades informativas, que impulsionam um movimento de interligar informações, navegar e criar novas sequências e rotas singulares interativas, fazendo do leitor-navegante coautor da criação do hipertexto, constituindo-se como leitor imersivo (SANTAELLA, 2004).
A crescente convergência das mídias permite a participação ativa de crianças e jovens como produtores culturais. Para diminuir a distância entre a escola e o cotidiano, é importante partir do conhecimento de mundo dos alunos e do qual faz parte a linguagem das mídias, sua crescente convergência e as possibilidades de protagonismo que oferece.

Grupo: Carla Thomé; Claudia Mendes; Luciana Mazioli; Neila S. Brandão

O que são as Redes Sociais na internet?

Tarefa da semana - 30 junho - 6 julho

As redes sociais na internet tem como objetivo buscar conectar pessoas e proporcionar a comunicação e, portanto, utilizar laços sociais.
Essas redes são as que facilitam a comunicação entre os membros locais, proporcionando meios diferentes e interessantes de interação.
Atualmente, existem vários sites das redes sociais que operam mundialmente. Os sites de redes sociais geralmente funcionam tendo como base os perfis de usuário- uma coleção de fatos sobre o que o usuário gosta, não gosta, seus interesses, hobbies, escolaridade, profissão ou qualquer outra coisa que ele queira compartilhar.
Contatos são contatos estejam eles online ou no mundo real. A velha frase “não é o que você sabe, mas quem você conhece” é verdadeira –quanto mais pessoas você conhecer, melhor. Talvez aquele seu velho amigo do ginásio esteja começando um novo negócio e precisando da sua expertise. Definitivamente conhecimento é poder.

Grupo: Carla Thome / Claudia Mendes / Luciana Mazioli / Neila S. Brandão

Ciberespaço e as possibilidades de novos espaços sociais

Ciberespaço e as possibilidades de novos espaços sociais

Esse fenômeno se deve ao fato de, nos meios de comunicação modernos, haver a possibilidade de pessoas e equipamentos trocarem informações das mais variadas formas sem preocupações.

É importante se fazer uma diferenciação entre Ciberespaço e Internet. A Internet é a infra-estrutura técnica composta de cabos, fios, redes, computadores, etc., e o ciberespaço é a forma de utilizar a infra-estrutura existente.

Como o termo surgiu?
O termo surgiu com o autor de ficção científica, Willian Gibson, em 1984, no livro "Neuromancer". Foi utilizado para designar um ambiente artificial onde dados e relações sociais trafegam indiscriminadamente. Para Gibson, ciberespaço é um espaço não físico no qual uma alucinação consensual pode ser experimentada diariamente pelos usuários.

Para Levy, o ciberespaço é definido como o espaço de comunicação formado pela interconexão mundial dos computadores e das suas memórias. Constituem um espaço virtual de trocas simbólicas entre pessoas. Pode ser entendido como o espaço de troca de informação na cultura contemporânea.

Como pode ser compreendido?
Atualmente o ciberespaço pode ser compreendido a partir de duas perspectivas: a) como a rede, ou seja, como a via expressa de informação através da conexão de computadores em rede; b) como realidad virtual.

No ciberespaço experimentamos inúmeras possibilidades do mundo real.

É um novo espaço de sociabilidade - gera novas formas de relações sociais, com códigos e estruturas próprias.

Implicações na dinâmica da vida social
No ciberespaço o espaço de fluxo realiza um processo de desmaterialização das relações sociais. Isso implica na reconfiguração do conceito de tempo e espaço, visto que, a materialidade social só existe no tempo e no espaço. Em outras épocas, espaço e lugar coincidiam em geral e a vida social realizava-se em interações presentes, face-a-face. O ciberespaço rompe com esse conceito. O tempo é marcado pela presentificação, ou seja, pela interatividade on line.

Outra mudança está associada, em termos geográficos, as fronteiras diluídas mas também novos espaços de sociabilidade promovidos, novos territórios, novas identidades e práticas sociais.




O ciberespaço promove LUGARES e NÃO-LUGARES

•NÃO-LUGARES
-Podem ser definidos como espaços onde não se permanece, mas se estabelece um percurso para se chegar a um destino (browsers e motores de pesquisa) – meios de transporte, aeroportos, etc.
-O endereço do e-mail não corresponde a um local determinado, mas sim a uma chave eletrônica de acesso a alguma caixa de mensagem, localizada em algum computador, em algum ponto da rede.


•LUGARES
-Definem-se no sentido antropológico, em que existe espaço para a relação interpessoal e para a organização social.

Outras mudanças estão associadas novas formas de sociabilidade que é marcada pelo anonimato.

O ciberespaço faz emergir uma sociabilidade que se contrapõe a uma sociabilidade do mundo real.

Além do anonimato busca-se também o desejo de não estar só.
Mary Jane AlvesTavares